O último cigarro desse dia foi acesso
fumaça e papel se juntam em amálgama
branco acinzentado...
corre nas veias outro tranqüilizador de almas
minhas ilusões químicas
fazem esvaecer
tal como o fumo em brasa
minhas tantas memórias rotas
memórias de bastardo
memórias de gosto azedo
memórias que não são só minhas
o cigarro derradeiro desse dia é finito
vitalidade exposta à chama
que consome como o inferno bíblico
meu peito minhas artérias e minha solidão
jaz quimba, bituca, cinza morta
e o poeta tem que se deitar
amanhã é dia de trabalho árduo e inútil...

Você precisa ser um membro de Crepúsculo do Jenipapo para adicionar comentários!
Entrar nesta rede social