Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias

O último cigarro desse dia foi acesso
fumaça e papel se juntam em amálgama
branco acinzentado...
corre nas veias outro tranqüilizador de almas
minhas ilusões químicas
fazem esvaecer
tal como o fumo em brasa
minhas tantas memórias rotas
memórias de bastardo
memórias de gosto azedo
memórias que não são só minhas
o cigarro derradeiro desse dia é finito
vitalidade exposta à chama
que consome como o inferno bíblico
meu peito minhas artérias e minha solidão
jaz quimba, bituca, cinza morta
e o poeta tem que se deitar
amanhã é dia de trabalho árduo e inútil...

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1 Comentário

Duda Caciatori Comentário de Duda Caciatori em 4 junho 2009 às 17:38
Adorei este blog!

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