Por trás de minhas costas vertem as madeiras velhas
De minha casa madeira e verde de varanda
Sentindo a brisa densa que emana pra dentro de minhas narinas
Neste alaranjado crepúsculo que desaba no desapego de minhas mãos
O suor de minha alma escorre por meus pulsos
A cada pingo sinto o gozo de meus dias passados
Como se eles fossem às próximas pegadas
Ouvindo o que meu coração ainda não palpitou.
A escuridão deste dias não me soa mais como tristeza
No desagrego vejo a beleza por de trás das copas sombrias de meu outono
Neste caminho que de terra marrom-escuro
Sob a sombra laranja que não chamo mais de solidão
É maravilhoso ver pela primeira vez tudo ao meu redor
Sentir cada pingo de cor
Cada pulsar de vida
Sentir em cada nota desta melodia
O que meus olhos sempre escondeu.
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