Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias

Seu estômago ferve doses de passado
& fuma & sente & goza & joga
dias de julho
sua primavera desenha em fumaça árabe ruídos de vagabundagem perene & essencial
a carne dela estala amanhã inescrutável seda & queda
eram dedos frios, cabelos em chama
seu coração disparate-transe etílico na muralha da china
a garganta do leopardo sutura rumores de guerra
encontros orgiásticos & mamilos silvestres
Buda que oscila Caio Fernando & psicotrópicos de marte-Exu-torpor
E quem entende tudo? Você escorreu em minha garganta tapuia anteontem selvagem vestidinho
e lá encima mora o retorno: desejas?
o dedo moleque abrigava ruídos na última genitália

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