Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias

JP Silveira

Blog de JP Silveira (9)

Brevidade....

seu grito era arroubo de carnaval chuva de junho cheiro de poeira e aquelo gosto de você e sua bebida barata em minha boca não me aquentava na quarta e você era domingo à tarde e você se tornou a escatologia necessária e eu devoto de sua carne magra esperava esfarrapado na equina.... chuva de junho e meu amor cosméitico lufada bacante cada peça desse amor era jogo absurdo demônios interioranos anunciavam despedida suas pernas eram quentes, baby você dizia: - Sinto muito, mas não temos tempo… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 3 julho 2009 às 18:04 — Sem comentários

Confissões...

carro de fogo e essa masmorra telúrica é circo & ópio metempsicose poética: Rimbaud vi teu Cristo louco na praça municipal os mistérios anis e o beijo do lagarto cósmico os anjos estão bêbados sob sol sonolento o povo vende amores prenhes rodopios de horrores...terra e frutificações amareladas... seu umbigo off é deleite gotas de chumbo quente e o horror sobe pela lareira e vi Cristo de novo: você não deve nada, cabra! centopéias de quartzo tumultuam o paço santidade inaudita beijo vazio… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 24 junho 2009 às 19:00 — Sem comentários

Intermitências e tabaco

O último cigarro desse dia foi acesso fumaça e papel se juntam em amálgama branco acinzentado... corre nas veias outro tranqüilizador de almas minhas ilusões químicas fazem esvaecer tal como o fumo em brasa minhas tantas memórias rotas memórias de bastardo memórias de gosto azedo memórias que não são só minhas o cigarro derradeiro desse dia é finito vitalidade exposta à chama que consome como o inferno bíblico meu peito minhas artérias e minha solidão jaz quimba, bituca, cinza morta e o poeta te… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 25 maio 2009 às 0:30 — 1 Comentário

Pantera etílica e narguile

Seu estômago ferve doses de passado & fuma & sente & goza & joga dias de julho sua primavera desenha em fumaça árabe ruídos de vagabundagem perene & essencial a carne dela estala amanhã inescrutável seda & queda eram dedos frios, cabelos em chama seu coração disparate-transe etílico na muralha da china a garganta do leopardo sutura rumores de guerra encontros orgiásticos & mamilos silvestres Buda que oscila Caio Fernando & psicotrópicos de marte-Exu-torpor E quem… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 5 julho 2008 às 5:00 — Sem comentários

Pequeno disparate interiorano...

Um pequeno beijo na ponta de seu nariz antes do adeus derradeiro, antes do ponidor virar sua prisão... tenho ruas discretas de interior e saliva e eu sempre esperava manso com o dedo em riste & disparates & árvores na noite & sua boca quente guerras intimas em meus dedos tortos sexo estrangeiro & cabelo & tabaco A pele macia repousa pássaros e olhos suaves Continuar

Adicionado por JP Silveira em 2 junho 2008 às 19:00 — 1 Comentário

Adeus primavera: Karma & Gozo

A distância é cada vez maior seu seio é sonho longínquo na estada azul a memória-arado devasta a tez bêbada e Baudelaire recita o vinho do assassino Amitayus SE PENTEIA NO INVERNO E VOCÊ VAI EMBORA & as cores & os odores & as carnes ficam suspensas na armadura serena de Cervantes-delícia de RAduan-Lavoura-Arcaika-André! quando as luzes de ToKio-bobagem comem sua juventude e as engrenagens de seu dekaseguismo te tornam velharia em nosso quintal... e eu envelhecerei daqui e terei roupa… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 1 junho 2008 às 1:30 — Sem comentários

Pequeno prolegômenos do Kaos ou o elogio do precipício.

Caramujos astrais fecundam meus olhos Contudo, disse me um dia uma estrela púbere, "abdique das pedras e beba toda a chuva" Era tudo desprendimento & pele eletrônica... deus se fez áqua e escorreu azul-ocioso se aninhou em meu umbigo-suave-transe-noturno Quimeras atômicas ao vento minha tez era trovâo na apoteose de sangue corpos rudes de tempos meridionais absorvidos pelas divindades fêmeas do luar Morada evanescente todos os pés descalços... O espírito sopro agitado vomita pétalas e… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 27 maio 2008 às 22:21 — Sem comentários

Spleen & Ócio

A solidão de João Locomotiva amarrotava sua camisa batida do Pink Floyd Na sacada ele via com seus olhos castanhos entristecidos sua cidade pequena entristecida & trazia a jabuticabeira incendiada no mamilo acinzentado de sempre E pensava sobre Roberto Piva & a tranvaloração da sexualidade tacanha pela poesia Fumava feito o Caipora indígena & tecia em meio a fumaça de seu cigarro & spleen Dizeres obscenos essenciais ao delírio do amor As luzes ao redor eram pacatas, Algumas quadr… Continuar

Adicionado por JP Silveira em 27 maio 2008 às 22:00 — 5 Comentários

Alucinação definitiva

Sirvo-me de minha pia fé no fluído E é nele que encontro o gozo & dedos Que nos aproximam Somos só vertigem infinda em linhas telefônicas De formicações vaidosas De circo De lenitivos da carne Quando te vi sentada e rindo não visualizei paraíso algum Antes o inferno onde tudo é chama e delírio Confesso que te entrego minha profunda virtude Toda hiperatividade, sêmen & mamilos de origami E não quero nada que não seja esguio, movediço Saliva e líquidos íntimos JP Silveira.Continuar

Adicionado por JP Silveira em 18 maio 2008 às 14:30 — Sem comentários

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