Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias

Lucas Campos

Blog de Lucas Campos (13)

Espírito selvagem

Minha alma dilacerada escova os redemoinhos daquilo que julguei ser paixão. Um grito em fuga busca sua jornada deixando-me só, feito um saco sem ar. Sem saber se sou aquilo gritou ou o grito que voou. Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 24 maio 2009 às 21:58 — Sem comentários

Caminhadas Outonais

Por trás de minhas costas vertem as madeiras velhas De minha casa madeira e verde de varanda Sentindo a brisa densa que emana pra dentro de minhas narinas Neste alaranjado crepúsculo que desaba no desapego de minhas mãos O suor de minha alma escorre por meus pulsos A cada pingo sinto o gozo de meus dias passados Como se eles fossem às próximas pegadas Ouvindo o que meu coração ainda não palpitou. A escuridão deste dias não me soa mais como tristeza No desagrego vejo a beleza por de trás das co… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 5 setembro 2008 às 4:15 — Sem comentários

Novamente a ti

Esta noite invoquei e sonhei com Lilith me debrucei sobre teu olhar e fundíamos nossos universos com apenas um toque entre as mãos. Sua pele macia enchia meu corpo de luz e calor e eu não sabia o que era mais divino o toque de suas mãos ou o mergulho em seus lábios Não sabe eu, pobre homem por que uma folha de outono seca e no chão quis o destino, ou quem sabe o espírito guiar-te aos abraços na mulher de Deus! Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 18 julho 2008 às 12:28 — Sem comentários

Confissões de um assassino

Meu sangue palpita sob minha pele Sinto-o ferver, Como se um vulcão dentro de mim Estivesse prestes a explodir E derreter sobre minha pele Ferozes chamas de carne humana A minha volta labaredas queimam Em cores vivas e dançantes e cheirando a vingança Tudo! Por aqui, é vingança! Antes mesmo da piedade morrer na cruz Os mercadores já vingavam em seus juros Os religiosos já clamavam por ela Ah! As amantes, Vingavam da ciência em pernas abertas Encharcadas nos seus objetos solitários Tudo! Desde… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 17 julho 2008 às 3:58 — Sem comentários

Pétala Branca!

Minha lilith de prata A ti sonhei sacrilegios sobre meu travesseiro Tua carne nua e branca Cravou feito tatuagem minha pele Pobre e enrugada Na lua branca no romance da paz Demonio a qual o proprio deus De minha barriga estremece Tu és a sede do proibido A beleza que me cerca os olhos Com galhos espinhosos E que a vida me rouba Com garras de esperança! Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 16 julho 2008 às 5:04 — Sem comentários

Ao vinho dos tolos!

Sem vida não há canto Por isso prefiro bocejar Maus desencantos Do que ostentar-me Em um prado recanto Sou do tipo bêbado Que quando não ama Joga deus entre as línguas Praguejando em tragos A rosa tacanha Não me alegra teu povo Teus bailes, teus sorrisos, tua drama Não me venha sem vida Sou só um amante Que goza nos teus lençóis de lama! Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 28 junho 2008 às 5:04 — 1 Comentário

Demonio de paralelepidados

Maldita! Carregue contigo teus tijolos de barro coloridos Tu não me serves para nada Em ti, sou visto, sou vivido, Sou mais um, sou um nada! Maldita cidade! Que das tuas ruas não me renderam nem um calo! Tua tranqüilidade, tua vizinhança, tua calma, me apavora! Berço de minha perdição! Tu só serviste para cravar minha cruz, No teu rachado chão! Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 12 junho 2008 às 23:41 — Sem comentários

Licor dos malditos

Só tirando o tudo de foco Que compreendo minha solidão Não muito longe as fogueiras queimam Carregadas de cinzas do passado Ah! Passado... Se tu soubesses o quanto lhe conjurei! Não dançarias com meu calor Não traria frio, Pra acabar com minha dor! O som que lá eles fingem gostar Perturba minha paz Faz-me secar as lágrimas Tira o demônio Que com tanto sacrifício Evoquei! Esta noite, colocarei novamente Meus pés no inferno, Trarei gozo a minha loucura Tomarei alguns tragos Viverei meus versos… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 12 junho 2008 às 23:31 — Sem comentários

Eu era ele, Ela era eu

Agora à noite, Meus tornozelos estão gastos. Porque me cansam os sapatos Que usei para te amar Quando tu quiseste Saciar teus desejos Eu me pus de joelhos E meu sexo fui cortar Agora, sou escrava do teu machismo Pois te amei sem limites Que nem meu corpo Pude perdoar Eu te amo Desde o tempo em que você era ela Em que eras minha Maria E eu era ele, teu João! (Como tudo que escrevo, leiam isto sem esperança, sem dar credo as minhas palavras. Apenas brinco e brinquei, com a realidade, com mi… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 10 junho 2008 às 3:08 — Sem comentários

A ti, minha razão!

Tu és de todas A mais bela A quem mais desejo E quem mais me amaldiçoa Teu corpo nu És a inveja de deus És o demônio ao qual não consigo escapar Perdição de quem a ti confiou os passos Tu és a essência do amor profano, A religião por qual caio de joelhos. Sempre contigo estarei sonhando Mesmo que, Admirado com as colinas do nosso abismo Onde não vejo mais que escuridão Sempre por ti, Estarei aqui criando minhas raízes Minha diva, minha flor Tu és meu encanto A mulher por qual fecho os olhos O… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 4 junho 2008 às 18:45 — Sem comentários

Manifesto à solidão

I Claro sob a lua Sou a ti em meus versos Teu escravo, Em minha paixão. Meu desejo era voar Despedaçar-me no infinito Gastar meus calos Na aurora do antigo calor Adorável juventude A quem a terra me tomou Desprenda-se do vento Espete-me agulhas Em minhas peles de tecido velho Não sou mais Sem sentimento Um atroz de repudio A vingança, Meu torpor. II A vida se desfaz em laços As pessoas vão, algumas tombam. Não enxergo os fogos de nosso tormento, Sinto apenas a fortíssima luz, Do vazio de… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 30 maio 2008 às 4:26 — Sem comentários

A verdade atras do Gênesis

Eu sou, a barata kafka Eu sou o vazio perdido em meio a tantos livros. Me de o de comer, te darei o de olhar. O espetáculo da vida, um homem sem muito par. Eu sou, um bicho de varias patas. Fedendo em meu nicho Salvo minhas antenas Tenho coisas interessantes para lhes contar Houve um espetáculo no céu Parecido com um que se vê no bar No palco estava uma puta triste Um homem de barba a babar Um careca chifrudo, a observar, E uma musica angelical, claro, Estávamos no céu, num bar. Os lábios car… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 24 maio 2008 às 5:38 — 4 Comentários

Encontros na madrugada.

Há só um momento onde meu corpo sereno se remexe, que sinto até meu coração palpitar. É quando ocorre o silencio da mente, o suave mar de palavras que vai e quando se pensa não acabar, parte, não deixando gota se quer, apenas o chão úmido. Há só uma vez, onde eu vejo minhas mãos sozinhas. Onde sinto o absinto, sem copo, sem goela a derramar. Há só um momento, que a vida passa em meus olhos, que o balançar, que a vida, nada me es mais eterno. Onde só se resta no crepúsculo, no adeus, no ultimo fu… Continuar

Adicionado por Lucas Campos em 21 maio 2008 às 0:32 — Sem comentários

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