Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias





“... protocolágico,

canecalônico,

estrambonático,

atropelático,

pratofilônico,

antropofágico...”



as palavras se relacionam comigo de uma maneira tensa

quero explodi-las

até o final da minha vida

este é o fio condutor de me’u artefato semântico

1’a explosão de signos

1’a semiose ilimitada

1 kamikaze lingüístico explode a língua dominante

ao som de

1 disco do João

algo assim:

“1 OVN da linguagem”

em sua guerra nas estrelas de olho nu

ao lad’oculto da LUA

negra & negro como a BELEZA

vamos tencionar as palavras até sua morte invisível

torná-las cadáveres de um dicionário

aos vivas à fotografia

à música

ao teatro & ao Cinema

quanto à LITERATURA

ela me mata ou e’u morro com ela

nas trilhas nasais do espaço poético



POESIAPOESIA' POESIA



http://www.fotolog.com/manu_negra

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a morte - a fase VÃ - da vida

(as paixões)



não têm rivais nem são eternas
nem no meio das pernas
nem por trás delas

o amor é 1 rock
1 frevo
1 Samba Lelê

1cidadão do mundo
1’a criança de domingo 1’a criança do dia a dia’
estúpida criança do abandono’ PESADELO

os tiros ecoam: BANG! BANG!
na biblioteca
ou no templo pagão da FOLIA

um tiro certeiro na mosca?
um tiro certeiro na moça?
um tiro certeiro na morta?

“1 recado explícito
quem ama não mata
nem escruncha “

Oscar Wilde disse:
“o homem mata tudo que ama”

“ penetre seus versos e’minalma impura, hoj’é o dia do “e u” morrer.”

o corpo textual nu QUE’U LIA
VIVIA’LI em estado crítico – assassinato?
não - não era um assassina’total

alguns personagens poderiam ter sido salvos
naquele livro de páginas amareladas
junto a outros indesejáveis convidados’

passantes
amantes
farsantes y falsários’

literatos leigos’
professores doutores
artistas desempregados y curiosos cupins adiposos’

anônimos anagramas’
chaves cifradas desse misterioso crime’
suas pistas & marcas: “Priorado, Amon L’isa, Graal,Vitruviano...” •

as páginas que sumiram no tempo
pelo roubo da memória
jamais impediriam de se continuar a MACABRA história.

“... no alvorecer do dia de céu azulado, das janelas do antigo prédio, VIAM-SE, o circo de lona vermelha, incendiado. Mortos”:
# o palhaço descabelado abraçado à mulher barbada... #”

Fotógrafos Repórteres Pombos Correios
capturavam imagens
produziam y propagavam notícias cifradas do incêndio FATAL

e as datas incendiárias? em que tempo chegariam?
será que chegariam em tempo? o que chegariam?
seriam os Pós Modernos?

algo m i s t e r i o s o’
antigo & o novo?
ninguém saberia?

o segredo enfim fugira.
logo hoje
o dia em qu’eu morrera




o SEXO é uma BOMBA RELÓGIO
(ao vivo)

COMENTEM AQUI “sem distinção de tipos de flog” (Quantas linhas quiserem.)
NÃO SE ACANHEM / LIVRE ACESSO DE OPINIÕES... http://www.quicktopic.com/23/H/arpGw26iy8k
(todas as imagens postadas são minhas fotografias)
http://www.flickr.com/photos/manu_negra/2514021630/
http://www.flickr.com/photos/manunegra/

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inspetor Bernardini, o cabotino
(dedicado a Genet)


era ele o solícito provedor da crimeza
provável descobridor das falências humanas
não 1 leitor compulsivo da ridicularidade
porém
seria o maltrapilho constatador da sentença final
1 caçador de pistas
1 cão de guerra
apoiado pela força de se-us braços
(verdadeiras patas)
músculos mentais, requisito da polícia de Marselha
propriedades daquele incansável ouvidor das miseráveis confissões:

“em se-u quarto e-u não poderia amá-lo”

ali a frieza compactuava com a lei dominadora
ao ponto de desarticular suas qualidades
habitat do encanto daquele que coibia
da sombra, o sombreado da vida
aquém de se-u brilho, os noturnos:

“porque estabeleceria a treva que me traria um tremor”

o castigo do inferno
o mito infesto de um de-us endiabrado
despido das estéticas corpóreas
a dissimular sua eroticidade
na mácula verve do medo.:

“um voluntário”

pelos puristas, que sugeriram em se-u lugar:

“eloqüência, veia, vivacidade, interesse, graça & inspiração”

daí o contínuo aumento da ânsia
inquietude da imagem perturbadora de cada área sombreira
dessa antonímia de morte
(armado até os dentes dourados)
nenhum rapaz seria incapaz de amá-lo
nem mesmo as prostitutas independentes
poderiam viver se-u ardente amante
naquele cerimonioso romance da escuridão
no gozo múltiplo do medo

ali, agora habitaria o perigo
na figura do inspetor multiplicado em outros

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Anti-epícuro

Boca que não beija boca
e fala pelos olhos
todos dizem que sabem muito
ela me olha e diz que lê jornal.
Parede que não é parede
encostamos a rede entre duas paralelas
Meu olhar vertical tirando seco
a quintessencia do licor de uva.
Vinho que não desce como vinho
ab ovo com era no principio e agora e sempre
Meditamos escondido
ela não sabe se me ama ou se refuta
amor que não é amor e que não saida
a saída: a indecisão.
Estes versos cortados assim não são versos
nem mesmo formam em seu conjunto
poesia
é um monólogo para cima
é uma circunstancia de ouro
é um riso meio coro dos sem dentes.
Descendentes, apartai-vos:
esse homens as vezes são muito dementes.
Comjat!

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Anti-epicuro II

Hoje amanheceu
na campina de batalha
uma nova luz
homens agarridos
tentam sofrea-la com os dentes
mas para não se manchar o sangue com o chão
há de se formar uma parede
uma parede
e uma escada

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