Crepúsculo do Jenipapo

Poesia e Parafernálias

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Francisco "fuviu manu_negra"

El silencio

Iniciado por Francisco "fuviu manu_negra" 18. Nov, 2008.

Francisco "fuviu manu_negra"

TEARS GAS 4 respostas 

Iniciado por Francisco "fuviu manu_negra". Última resposta de Kaefe 10. Ago, 2008.

Francisco "fuviu manu_negra"

Ni hao manu_negra!

Iniciado por Francisco "fuviu manu_negra" 2. Ago, 2008.

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JP Silveira adicionou uma postagem no blog
seu grito era arroubo de carnaval chuva de junho cheiro de poeira e aquelo gosto de você e sua bebida barata em minha boca não me aquentava na quarta e você era domingo à tarde e você se tornou a escatologia necessária e eu devoto de sua carne ...
julho 3
JP Silveira adicionou uma postagem no blog
carro de fogo e essa masmorra telúrica é circo & ópio metempsicose poética: Rimbaud vi teu Cristo louco na praça municipal os mistériso anis e o beijo do lagarto cósmico os anjos estão bêbados sob sol sonolento o povo vende algo hoje amores pren...
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junho 21
Wanna view my cam?, come see me here We'll really have some fun! freelocalcams.info
junho 21
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junho 21
 

A arte que desejamos



O jenipapo que tramamos....

Depois de mais de um ano de poesia, ausências, retornos e coisas do tipo, acreditamos ser a hora de estabelecermos vínculos maiores entre os participantes. Devemos seguir a mesma linha de criação poetica, hibridizando diversas formas de linguagem como muito bem fizeram a amiga Thay Szuczowsky e o amigo Francisco. Para não falar também na importância vital das imagens escotológico-urbana de outros membros, como as dos amigos Demur, Lucas, Carlos e Michelle. Acreditamos ainda ser edificante cruzarmos referências artísticas a fim de cambiarmos experiências. Para tal, seria interessante cada um dos membros citar suas maiores referências culturais em seus profiles.
Por fim, o Crepúsculo do Jenipapo pertence aos cansados, entorpecidos, vadios, melancólicos, sodomitas & qualquer um que vive na borda, na margem e que seja oniricamente comprometido com o gozo mundano.
Divulguem essa merda toda e vamos lá....

Clube Literário-Libertino & Surreal Crepúsculo do Jenipapo
Ps: Qualquer dúvida procure a Arlete: (55) 9929-0069



O Crepúsculo do Jenipapo nasce no lixo. Abaixo das flores amarelas, contaminadas pelo telurismo doce e bajulador. Está presente no esterco, na terra escura, no lado contorcido da natureza & no lado agressivo da arte local.
O Jenipapo, do qual os antigos extraiam a tinta & pintava o corpo nu das prendas morenas de desejo, hoje nos dá seu nome, para que esta tinta digital pinte, no drama extremo, na irracionalidade & na ociosidade, nosso desejo pela embriaguez & eter.
Esperamos deste encontro uma resposta existencial. Acreditamos piamente, feito beatas católicas do domingo, no papel da poesia enquanto manifestação orgiástica e transgressora. Além disso, não pretendemos nada, talvez alguma bebedeira, cigarros e pitacos – não dispensamos também a carnalidade. Fica manifesto neste espaço o desejo de dar continuidade a poesia da marginalidade, da destruição e reconstrução contínua, do fluído e da insensatez & do podre & do miserável & do absurdo & do absinto & etc.
A arte de que falamos é a que se apóia em delírios, que ressemantiza o mundo de maneira "não cerebral". Fiamos na necessidade de hibridizações antropo-cósmicas, em beijos nas escadarias, em pudendas reveladas & ciclopes andrógenos no parapeito do milésimo andar onde se reúne esporadicamente o grupo literário "Osso e Liberdade" para lerem Dante & Macunaíma & exercerem vícios requintados.
Sendo assim, duvidamos de tudo que se projeta harmoniosamente sob o Sol morno, celibato ou telurismo mofado.
Saudamos os ilustres acompanhantes neste crepúsculo de gozo e de torpor!


Clube Literário-Libertino & Surreal Crepúsculo do Jenipapo
Ps: Qualquer dúvida procure a Arlete: (55) 9929-0069




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Mensagens de blog

JP Silveira

Brevidade....

seu grito era arroubo de carnaval
chuva de junho
cheiro de poeira

e aquelo gosto de você e sua bebida barata em minha boca
não me aquentava na quarta e você era domingo à tarde


e você se tornou a escatologia necessária
e eu devoto de sua carne magra
esperava esfarrapado na equina....
chuva de junho
e meu amor cosméitico
lufada bacante
cada peça desse amor era jogo absurdo


demônios interioranos anunciavam despedida
suas pernas eram quentes, baby
você dizia: - Sinto muito, mas não temos tempo… Continuar

Postado por JP Silveira em 3 julho 2009 às 18:04

JP Silveira

Confissões...

carro de fogo
e essa masmorra telúrica é circo & ópio
metempsicose poética: Rimbaud

vi teu Cristo louco na praça municipal
os mistérios anis
e o beijo do lagarto cósmico

os anjos estão bêbados sob sol sonolento
o povo vende amores prenhes

rodopios de horrores...terra e frutificações amareladas...
seu umbigo off é deleite
gotas de chumbo quente e o horror sobe pela lareira
e vi Cristo de novo: você não deve nada, cabra!

centopéias de quartzo tumultuam o paço
santidade inaudita
beijo vazio… Continuar

Postado por JP Silveira em 24 junho 2009 às 19:00

Duda Caciatori

Sobre o Pedro Fanático e a sua janela na rodovia

Mais um domingo de Pedro. Domingo de barriga. Domingo pingando d'um conta gotas gigante. Pingado.
Hoje parou e eu não quis continuar.
Escorrendo pelos buracos quentes dos meus dedos. Buracos quentes do mundo. Isso que acontece de um ardume bem de baixo da pele do rosto rosa. De baixo do nariz que também pinga pinga e foge.
A cidade e as suas texturas deliciosas quase parando. Texturas doloridas. A cidade e seus fantasmas do domingo dormido.
Domingo de Pedro. O Pedro vermelho na janela vermelha l… Continuar

Postado por Duda Caciatori em 4 junho 2009 às 17:39 ‚Äî 2 Comentários

JP Silveira

Intermitências e tabaco

O último cigarro desse dia foi acesso
fumaça e papel se juntam em amálgama
branco acinzentado...
corre nas veias outro tranqüilizador de almas
minhas ilusões químicas
fazem esvaecer
tal como o fumo em brasa
minhas tantas memórias rotas
memórias de bastardo
memórias de gosto azedo
memórias que não são só minhas
o cigarro derradeiro desse dia é finito
vitalidade exposta à chama
que consome como o inferno bíblico
meu peito minhas artérias e minha solidão
jaz quimba, bituca, cinza morta
e o poeta te… Continuar

Postado por JP Silveira em 25 maio 2009 às 0:30 ‚Äî 1 Comentário

Lucas Campos

Espírito selvagem

Minha alma dilacerada escova os redemoinhos daquilo que julguei ser paixão.
Um grito em fuga busca sua jornada deixando-me só, feito um saco sem ar.
Sem saber se sou aquilo gritou ou o grito que voou.

Postado por Lucas Campos em 24 maio 2009 às 21:58

Thay Szuczowsky

Amado


Se você está comigo, digo: -Eu Te Amo.
se não está:
- Eu te amo com saudade.
se está com sono:
-Eu te amo com insônia.
se está dormindo:
-Eu te amo nos sonhos.
se está acordando:
-Eu te amo com bom dia
se está triste:
-Eu te amo com força.
se está feliz:
-Eu te amo, simpl… Continuar

Postado por Thay Szuczowsky em 18 março 2009 às 13:29

Thay Szuczowsky

Segredo


seja o dia que for
só quero estar lado a lado
com você, sem pudor
só prazer: um beijo molhado...

suar nesse jogo sensual
sentir teu gosto
amar por igual
seu lindo rosto

escrever nas linhas do seu corpo
frases enigmas carnais
lindos poemas soltos
pelos meus… Continuar

Postado por Thay Szuczowsky em 18 março 2009 às 13:04

Francisco "fuviu manu_negra"

((((((os miseráveis ante aos olhares vítreos))))))



Rumo às Américas.

Camões y seus navegantes
que do velho do Restel’ouviam
as glórias ao povo luso
em busca de novas conquistas: "Não sou português, somos brasileiros"
1 grito visceral na direção das montanhas das grotas
náufragos da imprecisão da vida assistiam 1, 2, vários corpos
outrora humanos
vítimas de Adamastor
que sucumbe ao amor de Inês de Castro
a vitória de Vasco da Gama
n… Continuar

Postado por Francisco "fuviu manu_negra" em 18 novembro 2008 às 16:23

Francisco "fuviu manu_negra"

((((((voraz & fuviu))))))



até na HORA d’ORGASMO



so’ um sonhador clandestino SEM FOTO 3 por 4
destituído de qualquer IDENTIDADE
talvez 1 FARSANTE em queima d’estoque
num shoping de PERIFERIA
que aceite pagamentos em cartões CLONADOS
ou mesmo 1 corpo cansado nas camaS’OLITÁRIAS
que logo se refaz com ENERGIA da mentira
nado nos SECOS MARES DA LUA
esburacada por lixos & meteoros
PESADA & GORDA
a viver… Continuar

Postado por Francisco "fuviu manu_negra" em 12 novembro 2008 às 14:08

Francisco "fuviu manu_negra"

"Birth, copulation and death"



((((((1 DIA’PÓS OUTRO))))))


depois do epílogo * a rota da negr’atitude AMERICANA*

(...)

no desengodo
alguns minutos após o ‘bit’uário relido zilhares de vezes
aquele capa-garrote gagueja engolido por lágrimas de 2 pesadelos
1 decúbito mortal:

- “o cadáver fétido
renegado aos trans’versais poetas
que vinculavam em vinhetas algumas imagens alienígenas
verticalmente fragmentadas c… Continuar

Postado por Francisco "fuviu manu_negra" em 7 novembro 2008 às 12:31

 
 
 

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